terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Minha tela, teu corpo III


Diria eu à uma tela, se um pensamento lhe pudesse
incutir:
És a razão desse momento existir

À tela, teu corpo ao que gentilmente me conduzes
em resposta ao meu intrépido assédio,
Digo com pureza d'Alma:
És o princípio, és o fim...

És a parada imprescindível onde sacia a sede a
minh'Alma,
Nos teus lábios que massageiam-me o ego,
Ferido de morte no silêncio da tua voz, que
Após entrar nos meus ouvidos,
Perdera-se em desejos de perpetuá-la, no
Infinito do meu amor por tí.

Tens todo o poder de encantar mesmo à distância,
pois
A distância se une ao infinito, onde faz morada o
que sinto.

A tela, teu corpo, origina o princípio e o fim
A chama da vida...
A dor que há em mim.

Evandro Zetigre

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