sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Especiaria do prazer

Suave é a especiaria sensual
Reveladora às ávidas papilas que
Se nutrem de saborosos extratos
Do teu prazer em sonhar janelas abertas...

É a viagem dual porto destino comum aos dois gêneros,
Face a face as janelas do tempo
Cedem ao apelo de toques e códigos secretos.

Bioquímicos olhares sedentos e arfar de desejo
Propulsionam jornada trajeto nunca antes percorrido

Servem-nos o tempo, o espaço e a meia-luz
Meio no qual deslocamos
A nós mesmos em nossas bionaves,
Um do outro que somos...

Minha direção serve ao teu desejo encontrando o teu destino e
O meu destino está na tua direção
Onde minh'alma encontra saciedade e paz.

A longa jornada segue de norte a sul e
Não há trecho que se sobreponha,
Tocado que foi pelo supremo artífice de tudo o que há.

O norte desfila e conduz a beleza através
Do segundo andar do paraízo supremo.
Não há mundo lá fora e som algum percebemos,
Envoltos que estamos em nossa volúpia.

Notamos apenas os preciosos elementos através dos quais nos movemos,
O tempo, o espaço e a meia-luz.
Nada mais interfere em nossas naves corpos de amor febrís.

No ponto equidistante ao infinito da jornada,
A especiaria do teu sabor, refrigera a sêde do teu amado que
Refeito atinge o porto comum.

Arrefecem as naves sua propulsão,
Resguardando-se mutuamente em plena comunhão.

Obra de Zetigre

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