sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Raiou no horizonte o Sol, luz da manhã

Raiou no horizonte o Sol luz da manhã
Jaz em seu leito o corpo celestial,
Cujo fulgor e intenso brilho, ainda não me ofusca a visão

No leito nosso conjugal, desperta o meu amor
Cujo olhar de tão intenso brilho, encanta-me a alma
Olhar ainda oculto pelo sono que aos poucos se vai...

Quando abrem-se as cortinas e minha face é tocada,
Suaves mãos não negam a dádiva, arte de doar amor

Corpo celestial é agora o ninho do astro amor galático,
Maestrina e maestro regem a harmonia dueto elo indivisível

A percussão cardíaca marca o tom, enquanto
Violinos vocais ressoam notas de volúpia à medida proporção do compasso

Como a tempestade Solar emite ondas pelo vazio,
Emitem as ondas do nosso mover, ondas de pleno prazer.
Incessantes ondas que nos levam e trazem cíclo perpétuo...
Fecham-se as cortinas na escala do prazer,

A tua boca desenha um sorrizo, generosa,
Enquanto todo meu Ser arde na expectativa teu sorrizo no meu corpo.

Pegadas de vermelho batom se alastram em território domínio só teu,
Enquanto mãos possantes guiam madeixas ao ponto de fusão, não queres parar...

Somente o fim de uma jornada determina repouso.
Sinto quando a virtude da essência minha, sucumbe ao teu sorrizo, que
Cheio de felicidade desperta-me para a realidade de um novo maravilhoso dia...

Raiou no horizonte o Sol luz da manhã...

Obra de Zetigre

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