domingo, 15 de janeiro de 2012

Ondas de tí

O amanhecer de pouca insolação,
É um convite para um grande encontro-reencontro...

Não há muito calor ou luminosidade mas
O grande artífice em sua sabedoria suprema
Cria as ideais condições ao tempo e na exata medida.

Abra-se um portal da criação
Alva e bruma...

Salinas formações azuis desmancham-se em bruma sobre a alva,
Como sobre a alva, ondas de tí se acomodam enquanto
O encanto se manifesta no corpo e alma.

Banham as ondas do mar a quem as penetram, mas
As ondas que emanam de tí, refrigeram a quem as vêem.

Causam perplexidade a grandeza do mar de vista à perder, mas
As ondas de tí quebram-se em êxtase na alma de quem as vêem

O sol aquece ao corpo e alma de quem a ele se expõe, mas
Na alma queimam as ondas de tí ao toque do desejo.

A suave briza conduz embarcações até onde não se vê, mas
As ondas de tí, conduzem destino incerto ao seu bel prazer

Precipitam-se do céu, águas doce sobre as ondas do mar alterando-lhes o sabor, mas
As ondas de tí precipitam-se no dom de amar sobre a alva e a bruma ao sabor da briza.

Sigo o teu caminhar, encantado pelo teu olhar, e
As ondas de tí, não sei aonde me vão levar...

Obra de Zetigre

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